quarta-feira, 18 de março de 2020

Pela primeira vez, cientistas descobrem proteína extraterrestre num meteorito


Pela primeira vez, cientistas encontraram uma molécula completa de proteína num meteorito – e têm quase a certeza que não é originária da Terra. Depois de analisar amostras do meteorito Acfer 086, uma equipe de investigadores da Universidade de Harvard e das empresas de biotecnologia PLEX Corporation e Bruker Scientific descobriram que os componentes básicos da proteína diferiam quimicamente da proteína terrestre.
De acordo com o seu estudo, que está diz na plataforma de pré-publicação ArXiv desde sábado, “este é o primeiro relatório sobre uma proteína de uma fonte extraterrestre”.
Uma proteína é uma molécula orgânica composta por aminoácidos. É uma fonte de combustível de alta energia e também compõe a maioria das máquinas nas células biológicas. Há vários anos, os cientistas descobriram aminoácidos – ou pelo menos moléculas semelhantes a aminoácidos – no Espaço, bem como outras moléculas importantes para a vida biológica.
De acordo com o Futurism, os investigadores dizem que, desde então, também foram identificadas cadeias de aminoácidos, mas nenhuma era suficientemente grande ou organizada para ser considerada uma proteína completa.
O artigo – que ainda não passou por uma revisão acadêmica nem foi publicado numa revista científica – reforça a hipótese de que os impactos de meteoritos poderiam ter contribuído para o desenvolvimento da vida na Terra. É possível que algumas das moléculas ou compostos necessários para a vida emergir e prosperar tenham sido entregues através de um bombardeamento de rochas espaciais.
Por outro lado, esta investigação não confirma a existência de vida extraterrestre nem determina de onde veio esta proteína sobrenatural ou como se formou. Ainda assim, os cientistas estão confiantes de que a sua “casa” não é a Terra.


domingo, 27 de janeiro de 2019

O poder dos tardígrados


O filo tardígrado é um dos mais incríveis da natureza. Seus representantes microscópicos são capazes de sobreviver ao vácuo do espaço, a radiação ultravioleta e temperaturas extremas como a -200 graus Celsius e +150 graus Celsius. Eles também voltaram a vida após serem submetidos a mais de 40.000 quilopascals de pressão e quando colocados em altas concentrações de gases sufocantes (monóxido de carbono, dióxido de carbono, nitrogênio, dióxido de enxofre).
Os atributos de sobrevivência dos tardígrados são, de fato, bastante apropriados para um organismo que se abriga em musgos e líquens (briófitos), visto que estes lhes proporcionam apenas uma fina camada de proteção.
Mas o que confere tanto poder aos tardígrados?
É o que a imagem nos mostra:
Nessa imagem um tardígrado se encontra em estado de latência. Esse estado no qual os processos metabolismo são suspensos, é conhecido por criptobiose. Esses animais podem permanecer nesse estado até que as condições ambientais melhorem. Isso confere resistência para sobreviver a ambientes extremos. 
Na criptobiose, causada por extrema dessecação, a atividade metabólica é paralisada devido à ausência de água líquida. Dessa maneira, para suspender o seu metabolismo o organismo perde até 97% da umidade do corpo e se encolhe em uma estrutura menor do que seu tamanho original, provavelmente em torno de um terço. Nesse estado, a criptobiose é chamada anidrobiose - que significa vida sem água.
A anidrobiose e a criobiose levam à formação de tonéis, mas não são equivalentes - são mecanismos diferentes de proteção contra diferentes agressões ambientais.
Os tardígrados podem entrar em anidrobiose algumas vezes durante o ano. A perda de agua pelo organismo ocorre lentamente e então o animal encolhe suas pernas e sua cabeça se enrolando, o que minimiza a área da superfície. Quando quase toda a sua água interna foi retirada, o tardígrado se encontra em anabiose, um estado seco de animação suspensa. Nessa forma, o animal é quase um pó composto dos ingredientes da vida. Dessa maneira os tardígrados conseguem se preservar até que quando reidratados pelo orvalho, chuva ou neve derretida, podem retornar ao estado ativo dentre alguns minutos a algumas horas.
Na criobiose, outra forma de criptobiose, o animal sofre congelamento, mas pode ser revivido. Qualquer temperatura abaixo do ponto de congelamento do citoplasma da célula suprime a mobilidade molecular e, portanto, suspende o metabolismo. Altas temperaturas de congelamento podem causar rupturas estruturais, no entanto os tardígrados, conseguem sobreviver ao frio extremo. Provavelmente o que confere resistência ao frio é a liberação ou síntese de crioprotetores. Esses agentes podem controlar a temperatura de congelamento do tecido, desacelerando o processo e permitindo uma transição menos prejudicial para a criobiose, além de suprimir a formação de cristais de gelo não compatíveis com o subsequente descongelamento.
Assim, devido a suas propriedades esses animais são bem estudos pela ciência e são alvo de pesquisas no espaço, sendo que cada experimento nos leva a descobertas incríveis. Se temos algo a aprender sobre sobrevivência os tardígrados tem muito a nos ensinar. 
Fontes:

domingo, 4 de março de 2018

Álcool em pequenas quantidades dobra tempo de vida de vermes.

Cientistas descobriram que etanol faz muito bem à saúde deles. Descoberta pode ajudar a entender benefícios do álcool em humanos.

O verme Caenorhabditis elegans (Washington University/AFP/AFP)

Pequenas quantidades de álcool etanol dobram o tempo de vida de um tipo de verme frequentemente usado em pesquisas de longevidade. A descoberta foi feita por acaso em um trabalho no laboratório de bioquímica da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos.
A relação entre consumo de álcool e doenças cardiovasculares em seres humanos pode ser representada por uma ‘curva em J’, segundo análise estatística: quem bebe pequenas quantidades de álcool por dia (duas doses para homens e uma para mulheres) costuma ter riscos menores de ter um infarto do coração ou um derrame cerebral do que abstêmios; mas quem bebe muito aumenta as chances de ter esses problemas. O “J” significa essa curva em uma representação gráfica. A perna menor da letra representa o risco dos abstêmios. Sua queda na curva da letra representa o risco dos bebedores moderados, e sua ascensão acentuada na perna grande da letra, o risco dos que bebem muito.Os pesquisadores queriam saber se o colesterol tinha algum benefício na saúde dos vermes Caenorhabditis elegans, que têm um milímetro de comprimento quando adultos e vivem debaixo da terra, alimentando-se de bactérias. O etanol foi usado como solvente para diluir o colesterol dado aos vermes.O C. elegans tem vida média de 15 dias e consegue passar de 10 a 12 dias sem comer nada. Com o colesterol e sem nada para comer, o tempo de vida dos microrganismos aumentou consideravelmente, chegado até a 40 dias.“Acabamos descobrindo, porém, que o colesterol não teve nenhum benefício sobre a vida dos vermes. Foi o solvente, mesmo muito diluído, que teve o efeito de aumentar a longevidade”, afirmou Steven Clarke, professor de química e bioquímica na UCLA. O etanol estava diluído em uma para mil partes, mas também funcionou ainda mais diluído, com uma para 20 mil partes. “É uma colher de sopa de etanol em uma banheira cheia de água”, comparou Clarke.A bioquímica Paola Castro, que participou da pesquisa, disse que a visão dos vermes em microscópios mostra que o efeito do álcool é muito aparente. “Foi incrível ver como os vermes que tiveram acesso a pequenas doses de etanol pareceram significativamente mais robustos que os companheiros que não receberam álcool”, disse ela. Clarke afirma não saber por que uma porção tão pequena de álcool teve uma reação tão forte na vida dos vermes. “Pode até ser uma explicação trivial, que passou despercebida, mas não acho que seja o caso”, disse ele. “Nós sabemos que se a quantidade de álcool for aumentada eles não vivem mais. Pelo contrário, eles morrem”, completou.O próximo passo do trabalho é pesquisar que mecanismos fazem com que o etanol beneficie a saúde desses microrganismos. Como metade dos genes dos vermes têm similaridade com os dos seres humanos, a equipe poderá encontrar ligações entre o benefício de pequenas quantidades de álcool para as duas espécies.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Técnica com macacos deixa ciência mais próxima da clonagem humana

Chineses usam técnica que deu origem à ovelha Dolly para criar macacos. Segundo eles, o resultado abre portas para fazer cópias de seres humanos, mas o objetivo é impulsionar pesquisas na área médica. A clonagem de primatas era considerada um desafio dificílimo e os cientistas levaram décadas para desenvolver um método capaz de realizá-la com sucesso. Segundo os autores do estudo, publicado no dia 24 de janeiro de 2018, na revista Cell, esse tipo de clonagem em macacos permitirá pesquisas com populações de animais "personalizados" e geneticamente uniformes. Assim, será possível estudar uma doença genética, por exemplo, produzindo dois macacos idênticos, com uma única uma modificação no gene cuja atuação se pretende estudar. 

A ONG Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (Peta) qualificou de "espetáculo de horror" o experimento feito por uma equipe de cientistas chineses, que clonou dois primatas com o mesmo método usado para criar a ovelha Dolly em 1996.
"A clonagem é um espetáculo de horror: uma perda de vidas, tempo e dinheiro, e o sofrimento que tais experimentos causam é inimaginável", afirmou a organização.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Uma nova função do pulmão foi descoberta, e é surpreendente

Se você imaginava que já sabíamos tudo sobre o corpo humano, enganou-se. Pesquisadores descobriram que os pulmões desempenham um papel muito mais complexo nos corpos de mamíferos do que pensávamos. Novas evidências revelaram que eles não apenas promovem a respiração, mas também desempenham um papel fundamental na produção de sangue.


Em experimentos com ratos, a equipe descobriu que os pulmões produzem mais de 10 milhões de plaquetas (pequenas células sanguíneas) por hora, o que equivale à maioria das plaquetas na circulação dos animais. Isso vai contra o que se pensava até o momento, que a medula óssea produz todos os nossos componentes sanguíneos.
Mark R. Looney, um do pesquisadores por trás da descoberta, diz que: “Esta descoberta definitivamente sugere uma visão mais sofisticada dos pulmões – que eles não são apenas para a respiração, mas também um órgão chave na formação de aspectos cruciais do sangue”.
“O que observamos nos ratos indica fortemente que o pulmão pode desempenhar um papel fundamental na formação de sangue em seres humanos também.

Você deve estar se perguntando por que descobriram só agora um processo tão importante para o funcionamento do nosso corpo, a resposta é simples:

A descoberta foi possível graças a um novo tipo de tecnologia, ou seja, não se sabia desse processo pois era impossível com a tecnologia que existia até o momento.
As descobertas precisarão ser replicadas em seres humanos antes que possamos saber com certeza que o mesmo processo está ocorrendo dentro de nossos corpos. Se for comprovado, o pulmão seria o órgão mais subestimado da história da medicina.
O estudo foi publicado na revista Nature.
Esse texto foi originalmente pulicado em inglês em Science Alert.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Tecidos biológicos aplicados em robôs podem ajudar a medicina

A biotecnolgia já está chegando a um ponto onde é possível recriar em laboratório tecidos do corpo humano (e até órgãos mais complexos) para transplantes e outras funções. Tendo isso em mente, alguns cientistas já então pensando em usá-los em robôs. Calma, isso não significa que teremos por aí exterminadores como nos filmes de Arnold Schwarzenegger! Na verdade, a ideia é tornar esses órgãos mais bem adaptados aos humanos. Hoje em dia, quando se recria em laboratório tecidos que utilizam células humanas, eles devem ficar imóveis para se desenvolver e crescer adequadamente. Porém, humanoides em movimento poderiam ajudar a dar mais naturalidade a essas partes, como músculos, tendões e pele, por exemplo, de maneira que elas se acostumassem com os movimentos realizados pelas pessoas que os receberiam. É nisso que acreditam os estudiosos da Universidade de Oxford: tecidos criados artificialmente poderiam ser usados previamente por robôs, que simulariam os movimentos feitos pelos humanos, antes de serem transplantados para o paciente final. Assim, as partes já chegariam ao destino final prontas para serem usadas, devidamente adaptadas a um corpo, mesmo que não um humano. O modelo que está sendo testado para essa função chama-se Kenshiro, um robô humanoide desenvolvido pela Universidade de Tóquio. Segundo os cientistas, Kenshiro possui “estruturas, dimensões e mecânicas similares ao corpo humano”. Ele receberia os tecidos humanos desenvolvidos em laboratório e poderia adaptar seu corpo para que se aproximasse mais do formato, dimensões e até movimentos personalizados do paciente.
Isso também abre as portas para a criação dos primeiros humanoides bio-híbridos, que utilizariam tecidos orgânicos como revestimento de seus corpos e seriam capazes de regenerá-los por conta própria, usando as mesmas tecnologias que os cientistas usam para replicá-los com o objetivo de aplicá-los em seres humanos. Assustador? Pode até ser, mas ainda assim, é um ato que representa um grande passo na biotecnologia.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Cientistas descobrem lagarto que solta pele do corpo para escapar de predadores

Cientistas alemães descobriram uma espécie de lagarto que se livra completamente da pele para fugir dos predadores. O réptil, de nome científico Geckolepis megalepis, foi batizado de lagarto-escama-de-peixe. Ele vive em Madagascar e nas vizinhas ilhas Comores, na costa sudeste da África.
Muitos lagartos podem soltar a própria cauda quando atacados, mas a nova espécie tem escamas grandes que se desprendem com facilidade ainda maior. O lagarto é especialmente adaptado à descamação. Embora muitos outros lagartos possam se livrar da pele quando agarrados com firmeza, essa espécie faz isso diante do mais leve toque. Novas escamas crescem em algumas semanas sem deixar cicatrizes, enquanto outros lagartos demoram mais para regenerá-las.
Outra característica que impressionou os cientistas é o tamanho - considerado grande - das escamas do Geckolepis megalepis. A hipótese é de que escamas maiores se soltam mais facilmente porque ocupam superfície e área de atrito também maiores. "O que é realmente impressionante é que estas escamas, que são espessas e às vezes podem ser ósseas, exigem um grande gasto de energia na sua produção", disse o chefe da pesquisa Mark Scherz, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha. "Também impressiona a facilidade com que se soltam e regeneram rapidamente sem deixar cicatriz." A nova espécie foi observada no Parque Nacional do Tsingy, no norte de Madagascar, em atividade durante a noite, em temporadas de chuva e seca, em árvores e cavernas.

domingo, 27 de março de 2016

Pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, registraram esta imagem micrográfica de um embrião de aranha. A pequena parece estar se dando um abraço, uma fofura!

Pesquisadores estão realizando diversas pesquisas sobre as aranhas e registrando como elas se desenvolvem, desde a colocação do ovo e o desenvolvimento embrionário até o momento do nascimento do feto desenvolvido. Durante essas pesquisas várias fotos foram tiradas dos embriões em desenvolvimento e os pesquisadores revelaram algumas para a internet que se espantou com o formato de um embrião de aranha em fase final de desenvolvimento. A forma em que o embrião se encontra é algo curioso e intrigante, pois parece que ele está em uma forma de abraço próprio, como se estivesse já se preparando para sair.
Imagem: Göttingen University

domingo, 26 de julho de 2015

Fóssil de cobra com quatro patas

Fóssil de aproximadamente 120 milhões de anos e 20 centímetros de comprimento foi encontrado na Formação Crato, localizada na bacia do Araripe, no Ceará. Essa seria uma das mais antigas serpentes já encontradas, sugerindo que o grupo evoluiu a partir de ancestrais terrestres e não marinhos. Pelo tamanho e formato das patas, elas provavelmente não eram usadas para locomoção, mas para agarrar presas e até para apertar o par durante o acasalamento. O fóssil está em um museu alemão e acredita-se que é proveniente do nordeste Brasileiro. Ninguém sabe como ele foi parar na Europa, já que é ilegal exportar fósseis desde 1942. Ao analisar tanto as características genéticas quanto morfológicas da nova espécie em comparação com outras espécies de serpentes conhecidas, os pesquisadores deram pesos diferentes para cada fator em quatro análises separadas, e chegaram â conclusão de que a criatura de quatro patas era realmente um ancestral de cobras modernas. A nova espécie foi chamada de Tetrapodophis amplectus. O nome do gênero, em grego, significa "serpente de quatro patas." A parte da frente do fóssil, que parece estar completa e tem todos os ossos em suas posições originais, está enrolada, o que demonstra uma extrema flexibilidade dos membros, diz Nicholas Longrich, paleontólogo de vertebrados da Universidade de Bath, no Reino Unido e co-autor do estudo. Além dos membros minúsculos, o espécime tem um crânio do tamanho de uma unha humana, 160 vértebras da coluna vertebral, e 112 vértebras na cauda. Ela apresenta muitas características clássicas de cobra, como um focinho curto, longo crânio, corpo alongado e mandíbula flexível de engolir grandes presas. Ela também mantém a estrutura vértebras típica de cobras que permite a extrema flexibilidade necessária para contrair a presa.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Cápsula orgânica transforma pessoas falecidas em árvores

A ideia do “ciclo da vida” agrada muitas pessoas independentemente da fé. Em poucas palavras, é vida se transformando em vida — a morte fica em segundo plano. O projeto italiano The Capsula Mundi é uma representação perfeita desse conceito. Desenvolvido pelos designers Anna Citelli e Raoul Bretzel, o projeto consiste em uma cápsula orgânica e biodegradável que é capaz de transformar um corpo em decomposição em nutrientes para uma árvore. Primeiro, o corpo do falecido é colocado dentro da cápsula e então enterrado. Depois é plantado uma árvore ou uma semente por cima para aproveitar a matéria orgânica.

Cada cliente pode escolher sua árvore favorita

O projeto é ousado e mexe em tradições seculares, por isso ainda não foi colocado em prática. A Itália tem leis restritas sobre enterros. Eu achei a solução incrível. Transformar cemitérios em lugares cheios de árvores (vida) é uma excelente maneira de resgatar boas lembranças das pessoas que se foram. A minha seria um Jacarandá - Jacaranda mimosaefolia.

domingo, 7 de setembro de 2014

Duas novas bases nitrogenadas artificiais podem mudar o futuro da genética

De bactérias a elefantes, não importa o tamanho do organismo, toda vida como a conhecemos é codificada com base na informação genética do organismo, por meio dos pares de bases do DNA.
Porém, não mais. Agora, juntamente com os pares naturais de bases nitrogenadas, uma bactéria crescendo em um laboratório da Califórnia pode incorporar e copiar um terceiro par artificial. Por enquanto, as bases artificiais são chamadas de X e Y. 
O código genético recém-expandido abre a porta para os biólogos criarem micro-organismos capazes de construir proteínas por meio de até 172 aminoácidos diferentes, naturais e artificiais, uma benção potencial para desenvolvedores de drogas e outros materiais importantes.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Incrível mundo dos rins!


O sistema urinário é formado pelos rins e pelas vias urinárias. Os rins são dois órgãos com formato de feijão, estão posicionados acima da cintura.  Nos adultos os rins medem aproximadamente 12 cm. O sangue a ser filtrado ingressa no rim através da artéria renal. Uma vez eliminados os excretas, o sangue sai do rim e retorna à  circulação através da veia renal. Todo o sangue leva em média 5 minutos para ser filtrado, formando assim a urina.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Sapo “Wolverine” quebra os próprios ossos para produzir garras

Trichobatrachus robustus: este sapo possui garras retráteis, algo que pesquisadores consideram um (doloroso) mecanismo de defesa.
“Alguns outros sapos possuem uma espinha dorsal com projeções, mas nesse caso os ossos crescem através da pele ao invés de perfurá-la quando necessário para defesa”, explica David Blackburn, do Museu de Zoologia Comparativa da Universidade de Harvard.
As garras do T. robustus são encontradas em suas patas traseiras, dentro de uma massa de tecido conjuntivo. Um pedaço de colágeno une a ponta da garra a um pedaço de osso na pata do sapo, enquanto a outra extremidade da garra é conectada a um músculo. Blackburn e seus colegas acreditam que, quando o animal se vê sob ameaça, ele contrai esse músculo, empurrando a garra para fora da pele. Esse mecanismo é bastante peculiar entre vertebrados (e, ao contrário do que normalmente ocorre, as garras não têm uma camada de queratina).
Como só analisaram animais mortos, os pesquisadores não sabem dizer como (ou mesmo se) as garras se retraem quando não são mais necessárias. Eles acreditam que isso ocorre gradualmente, já que não há um músculo para retraí-las. “Como são anfíbios, não seria estranho se parte do ferimento se recuperasse e o tecido fosse regenerado”, diz Blackburn.
Outro detalhe curioso dessa espécie: quando cuidam de uma prole, os machos desenvolvem fios de pele e artérias com cerca de 11 cm de comprimento – acredita-se que esses fios permitam que o animal capte mais oxigênio enquanto protege a prole.
“É uma história incrível”, diz Ian Stephen, curador de herpetologia (estudo de répteis e anfíbios) da Sociedade Zoológica de Londres (Inglaterra). “Alguns sapos desenvolvem espinhos em seus dedos durante a época de procriação, mas isso é totalmente diferente”.
Para não se ferir com as garras do sapo, caçadores normalmente matam o animal usando lanças ou facões.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Gigante criatura do Cambriano é desenterrada na Groenlândia

Fósseis de gigantes que nadavam nos oceanos mais de 500 milhões anos atrás foram descobertos na Groenlândia. O estudo descreveu como as espécies estranhas, chamadas Tamisiocaris borealis, usavam enormes peças faciais especializadas em filtrar plâncton – semelhante à maneira como algumas baleias modernas se alimentam hoje. As criaturas viveram 520 milhões anos atrás, durante o Cambriano Inferior, um período em que todos os principais grupos de animais e ecossistemas complexos surgiram. Eles nadavam com retalhos de ambos os lados do corpo e tinham grandes apêndices na frente de suas bocas que podiam ser usadas para capturar presas maiores, como trilobites.
No entanto, os fósseis recém-descobertos revelam que esses predadores eventualmente evoluíram seus apêndices, os usando como um aparelho de filtragem. Isto significa que os animais podiam varrer a água e prender pequenos crustáceos e outros organismos pequenos em uma espécie de rede.
O autor principal, Dr. Jakob Vinther, professor de macro-evolução na Universidade de Bristol, disse: “Esses artrópodes primitivos eram, ecologicamente falando, os tubarões e baleias da época cambriana.
A fim de entender completamente como o Tamisiocaris se alimentavam, os pesquisadores criaram uma animação em 3D para explorar a gama de movimentos que eles podem ter usado.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A Biologia do Amor

Ah, o amor — Te faz sentir frio na barriga, a respiração muda e o coração parece que vai sair do peito. Um dia sem você é triste, uma semana é maldade, um mês não existe. Lembrando que quanto mais você me perde, mais vezes você me ganha. Eu sou sonhadora demais, na entranha dor demais que sinto, essa estranha dor é mais do que saudade, é como uma necessidade, de poder ter a certeza que não era verdade o que você disse, que tava na hora de eu te provar que podia ser sim a sua mulher. Daí me aparece a Biologia e me pede pra esquecer todo esse romantismo de Shakespeare e Vinícius de Moraes. Que o amor pode até bater lá pelas bandas do coração, mas ele é resultado de complexas reações químicas que acontecem no cérebro — e nada mais são do que resultado do processo evolutivo humano. Para economizar a gastança de energia e tempo usados no processo da corte, fomos selecionados para concentrar nossa atenção em uma só pessoa — e, assim, criar com sucesso nossos descendentes. Nesse processo estão envolvidos, basicamente, três neurotransmissores: a dopamina, a norepinefrina e a serotonina, todos produzidos por áreas ligadas ao sistema de recompensa e prazer do cérebro. As mãos tremem e o coração e a respiração aceleram quando o ser amado está por perto? Não acuse o cupido. Estão em ação a dopamina e a norepinefrina, substânctias que levam à alegria excessiva, à falta de sono e o sentimento de que o amado é único, e de que é quase impossível compará-lo com alguém. Já aquela compulsão e obsessão pelo parceiro são causadas por baixos níveis de serotonina. Mas....Eu ainda acredito que talvez os poetas estejam certos. Talvez o amor seja a única resposta. E dizem por ai que a esperança é a última que morre, e VOCÊ meu amor sempre soube que a minha é IMORTAL.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Artrópodes: Filo representa 80% do Reino Animal


Com quase um milhão de espécies descritas, os artrópodes representam 80% do Reino Animal e, por isso, são os verdadeiros “donos” da Terra. As adaptações evolutivas do filo Arthropoda (arthron = articulação/ podos = pés) permitem que suas várias espécies habitem as profundezas dos oceanos, os picos das mais altas montanhas, desertos, oceanos, lagos e rios, ou seja, toda a sorte de ambientes.
Apesar do grande número de espécies dentro desse filo, todos os Arthropoda compartilham características distintivas, ou seja, que os diferencia de todos os outros grupos de animais. Em vez de uma estrutura interna de sustentação, esses invertebrados possuem esqueleto externo, como se fosse uma armadura, denominado exoesqueleto ou cutícula.
Secretada pela epiderme, a cutícula é flexível e mole quando recente; após algum tempo, ela se enrijece por causa da presença da quitina. Nas articulações, em que não ocorre o endurecimento, há ausência de quitina e, no seu lugar, entra outra substância: a resilina, que é elástica. Uma das importantes funções da cutícula, além da sustentação, é evitar a perda de água para o ambiente externo. Os apêndices locomotores ou alimentares dos artrópodes são articulados e dispostos aos pares. Mas, quando os artrópodes crescem, a “armadura” fica pequena e precisa ser trocada por outra maior e, assim, ocorrem mudas ou ecdises.


O filo Arthropoda, confere uma forte importância ecológica em todos os grandes ecossistemas atuais. Se, por algum motivo, essas criaturas deixassem de existir, a vida multicelular da Terra entraria em colapso. Os artrópodes são fonte de alimento direto para muitos peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Vários desses invertebrados têm papel relevante para a vida de diversas espécies vegetais, especialmente os da ordem Hymenoptera – abelhas, vespas e formigas. Enquanto abelhas e borboletas são polinizadoras, certas formigas estabelecem uma relação mutualística com determinadas plantas.
Se por um lado existem artrópodes benéficos a diversos seres vivos, também há, no filo Arthropoda, criaturas que os prejudicam. Muitas delas, inclusive, causam a morte de vegetais, seres humanos e outros animais. Por exemplo, os maiores inimigos da humanidade são membros da família Culicidae, os mosquitos. Algumas espécies desses insetos dípteros (que possuem duas asas) são vetores de doenças como a malária e a dengue.  Por essas razões, os artrópodes são nossos maiores aliados – e também, inimigos.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

12 animais extintos que podem voltar à vida


Mamute (Mammuthus primigenius)
Quando um animal deixa de existir, não há mais volta. Sua linhagem estará extinta e a única maneira de lembrarmos da espécie é através de fotos ou em espécimes reconstituídos em museus. Porém, os avanços nas técnicas de clonagem e na biologia molecular podem mudar essa história e trazer de volta à vida animais que entraram em extinção.
O Revive & Restore Project (Projeto Reviver e Restaurar na tradução literal do inglês) está trabalhando em métodos e procedimentos para um novo campo da ciência que está sendo chamado de desextinção. O objetivo é trazer animais que viveram na Terra, mas, que de alguma forma, foram extintos. O primeiro passo é a obtenção do genoma completo da espécie através de amostras de DNA. O material genético pode ser conseguido com exemplares conservados em museus.
As espécies candidatas à desextinção foram escolhidas pelo Revive & Restore Project com base na resposta a três perguntas principais:
  • ·         A espécie é desejada? (É um ícone? Desempenhou um papel ecológico importante? Trazê-la de volta ajudará a responder importantes questões para a ciência?)
  • ·         Seria prático trazer a espécie? (Há quanto tempo se extinguiu? Existem parentes próximos vivendo hoje? Há amostras de tecido ou espécimes conservados para a extração de DNA?)
  • ·         A reintrodução no habitat natural poderia acontecer? (O habitat original está intacto ou pode ser restaurado? As causas da extinção são conhecidas e podem ser corrigidas? As habilidades para a sobrevivência no ambiente natural não precisam ser ensinadas pelos pais? A reintrodução seria viável para a espécie e para o ambiente?).
         Dodô (Raphus cucullatus)

O dodô era uma ave que existia nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico. Longe de predadores, o animal perdeu a habilidade de voar durante a evolução e explorava seu habitat a pé. Quando os primeiros navegantes chegaram às ilhas no fim do século 16, começaram a caçar as aves indefesas, que também eram alvo de animais domésticos como gatos e cachorros (o biguá-de-galápagos enfrenta os mesmos problemas hoje). Em 1662 o animal entrou em extinção. Como alguns espécimes foram coletados por exploradores europeus e estão em museus, podem fornecer tecido de para a extração de DNA.



domingo, 3 de novembro de 2013

Formiga que produz mel


Existe uma formiga do deserto que, da mesma forma que as abelhas, produz mel. Ela é chamada de “formiga­-pote-de-mel” Myrmecocystus sp. Essa formiga vive nos desertos africanos, e também na América do Norte e na Austrália. Nessas regiões são consideradas uma iguaria para os humanos habitantes.

Formigas obreiras, são consideradas especiais, pois existem algumas que usam o próprio abdômen como reserva de alimento pra todo o formigueiro. Ao que parece, depois das chuvas, as plantas do deserto, produzem uma quantidade excessiva de néctar, e as formigas-pote-de-­mel vivem como autênticos potes de mel, armazenando sem qualquer desperdício todo esse alimento, para sobreviverem nos tempos secos.
Quando retêm muito mel no abdômen, elas tendem a ficar com dificuldades de locomoção dentro do próprio ninho. Devido a essa dificuldade, elas ficam paradas, dependuradas no teto, durante grande parte de suas vidas. Até que, na escassez de alimento, uma outra formiga chegue perto delas e lhes tire o abdômen cheio de mel, para que este seja usado pelas outras formigas como alimento.Apesar de toda essa “carnificina”, as formigas que alimentam as outras formigas não morrem, pois, após o conteúdo ser consumido por completo, elas simplesmente voltam ao seu tamanho normal e estão prontas para mais uma etapa de colheita de néctar assim que possível.




sábado, 21 de setembro de 2013

Dia da Árvore: conheça a mais velha, a maior e o mais antigo fóssil

Até 2013, a mais velha árvore ainda viva do planeta era Methuselah (Matusalém), um pinheiro (Pinus longaeva) de 4.845 anos das White Mountains, na Califórnia. Contudo, neste ano um grupo de pesquisa anunciou a descoberta de uma planta de 5.062 anos, da mesma espécie e na mesma região. Mas ela não recebeu ainda um nome.
Já o Guinness Book considera a árvore que mais viveu registrada como sendo Prometheus - também da mesma espécie e região. O pinheiro teria 5,2 mil anos. Prometheus tinha 5,1 m de diâmetro e sua idade foi descoberta pela contagem dos anéis do tronco. Ele foi cortado em 1963, segundo o Guinness.
O fóssil mais velho de uma árvore já datado tem cerca de 385 milhões de anos. Cientistas descobriram diversas partes da planta no Estado de Nova York. Eles estimam que teria cerca de 9 m de altura e seria parecido com as palmeiras atuais. Os pesquisadores acreditam que o surgimento das primeiras florestas mudou drasticamente a cara do planeta, criaram novos microambientes e armazenaram enormes quantidades de carbono. "O surgimento de florestas removeu uma grande quantidade de dióxido de carbono da atmosfera. Isso fez com que as temperaturas caíssem e o planeta ficasse muito similar às condições atuais", diz Christopher Berry, da Universidade de Cardiff, em Gales, líder do estudo que descobriu o fóssil.
"As árvores precederam os dinossauros em 140 milhões de anos", diz Ed Landing, do Museu do Estado de Nova York, membro do estudo. "Não havia nada voando, nem répteis ou anfíbios."
As maiores árvores do mundo são as sequóias (Sequoia sempervirens), encontradas também na Califórnia. Elas podem chegar facilmente a 91 metros e, a mais alta conhecida, chamada de Hyperion, tem 115,7 metros. Os cientistas afirmam que as sequóias chegam a esse tamanho devido, parcialmente, às condições da região, com temperaturas amenas e muita chuva.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Proteína extraída de planta Tamboril pode agir contra vários tipos de câncer.


Cientistas brasileiros analisam uma proteína retirada da semente da árvore popularmente conhecida como Tamboril ou Orelha-de-macaco - (Enterolobium contortisiliquum) no tratamento de células cancerígenas. Em testes "in vitro", eles conseguiram a inibição da tripsina, enzima responsável pela proliferação anormal de células do organismo, eliminando, em alguns casos, totalmente a reprodução fora do controle destas células. Tem ação promissora contra pelo menos cinco tipos de câncer - gástrico, de próstata, melanoma (câncer de pele), colorretal e leucemia. "Ela bloqueou os processos que fazem com que o tumor cresça e que faça metástase, ou seja, que migre para fazer outras invasões", afirma a professora de bioquímica da Unifesp Maria Luiza Vilela Oliva, coordenadora das pesquisas Leia mais: