quinta-feira, 10 de abril de 2014

Gigante criatura do Cambriano é desenterrada na Groenlândia

Fósseis de gigantes que nadavam nos oceanos mais de 500 milhões anos atrás foram descobertos na Groenlândia. O estudo descreveu como as espécies estranhas, chamadas Tamisiocaris borealis, usavam enormes peças faciais especializadas em filtrar plâncton – semelhante à maneira como algumas baleias modernas se alimentam hoje. As criaturas viveram 520 milhões anos atrás, durante o Cambriano Inferior, um período em que todos os principais grupos de animais e ecossistemas complexos surgiram. Eles nadavam com retalhos de ambos os lados do corpo e tinham grandes apêndices na frente de suas bocas que podiam ser usadas para capturar presas maiores, como trilobites.
No entanto, os fósseis recém-descobertos revelam que esses predadores eventualmente evoluíram seus apêndices, os usando como um aparelho de filtragem. Isto significa que os animais podiam varrer a água e prender pequenos crustáceos e outros organismos pequenos em uma espécie de rede.
O autor principal, Dr. Jakob Vinther, professor de macro-evolução na Universidade de Bristol, disse: “Esses artrópodes primitivos eram, ecologicamente falando, os tubarões e baleias da época cambriana.
A fim de entender completamente como o Tamisiocaris se alimentavam, os pesquisadores criaram uma animação em 3D para explorar a gama de movimentos que eles podem ter usado.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A Biologia do Amor

Ah, o amor — Te faz sentir frio na barriga, a respiração muda e o coração parece que vai sair do peito. Um dia sem você é triste, uma semana é maldade, um mês não existe. Lembrando que quanto mais você me perde, mais vezes você me ganha. Eu sou sonhadora demais, na entranha dor demais que sinto, essa estranha dor é mais do que saudade, é como uma necessidade, de poder ter a certeza que não era verdade o que você disse, que tava na hora de eu te provar que podia ser sim a sua mulher. Daí me aparece a Biologia e me pede pra esquecer todo esse romantismo de Shakespeare e Vinícius de Moraes. Que o amor pode até bater lá pelas bandas do coração, mas ele é resultado de complexas reações químicas que acontecem no cérebro — e nada mais são do que resultado do processo evolutivo humano. Para economizar a gastança de energia e tempo usados no processo da corte, fomos selecionados para concentrar nossa atenção em uma só pessoa — e, assim, criar com sucesso nossos descendentes. Nesse processo estão envolvidos, basicamente, três neurotransmissores: a dopamina, a norepinefrina e a serotonina, todos produzidos por áreas ligadas ao sistema de recompensa e prazer do cérebro. As mãos tremem e o coração e a respiração aceleram quando o ser amado está por perto? Não acuse o cupido. Estão em ação a dopamina e a norepinefrina, substânctias que levam à alegria excessiva, à falta de sono e o sentimento de que o amado é único, e de que é quase impossível compará-lo com alguém. Já aquela compulsão e obsessão pelo parceiro são causadas por baixos níveis de serotonina. Mas....Eu ainda acredito que talvez os poetas estejam certos. Talvez o amor seja a única resposta. E dizem por ai que a esperança é a última que morre, e VOCÊ meu amor sempre soube que a minha é IMORTAL.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Artrópodes: Filo representa 80% do Reino Animal


Com quase um milhão de espécies descritas, os artrópodes representam 80% do Reino Animal e, por isso, são os verdadeiros “donos” da Terra. As adaptações evolutivas do filo Arthropoda (arthron = articulação/ podos = pés) permitem que suas várias espécies habitem as profundezas dos oceanos, os picos das mais altas montanhas, desertos, oceanos, lagos e rios, ou seja, toda a sorte de ambientes.
Apesar do grande número de espécies dentro desse filo, todos os Arthropoda compartilham características distintivas, ou seja, que os diferencia de todos os outros grupos de animais. Em vez de uma estrutura interna de sustentação, esses invertebrados possuem esqueleto externo, como se fosse uma armadura, denominado exoesqueleto ou cutícula.
Secretada pela epiderme, a cutícula é flexível e mole quando recente; após algum tempo, ela se enrijece por causa da presença da quitina. Nas articulações, em que não ocorre o endurecimento, há ausência de quitina e, no seu lugar, entra outra substância: a resilina, que é elástica. Uma das importantes funções da cutícula, além da sustentação, é evitar a perda de água para o ambiente externo. Os apêndices locomotores ou alimentares dos artrópodes são articulados e dispostos aos pares. Mas, quando os artrópodes crescem, a “armadura” fica pequena e precisa ser trocada por outra maior e, assim, ocorrem mudas ou ecdises.


O filo Arthropoda, confere uma forte importância ecológica em todos os grandes ecossistemas atuais. Se, por algum motivo, essas criaturas deixassem de existir, a vida multicelular da Terra entraria em colapso. Os artrópodes são fonte de alimento direto para muitos peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Vários desses invertebrados têm papel relevante para a vida de diversas espécies vegetais, especialmente os da ordem Hymenoptera – abelhas, vespas e formigas. Enquanto abelhas e borboletas são polinizadoras, certas formigas estabelecem uma relação mutualística com determinadas plantas.
Se por um lado existem artrópodes benéficos a diversos seres vivos, também há, no filo Arthropoda, criaturas que os prejudicam. Muitas delas, inclusive, causam a morte de vegetais, seres humanos e outros animais. Por exemplo, os maiores inimigos da humanidade são membros da família Culicidae, os mosquitos. Algumas espécies desses insetos dípteros (que possuem duas asas) são vetores de doenças como a malária e a dengue.  Por essas razões, os artrópodes são nossos maiores aliados – e também, inimigos.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

12 animais extintos que podem voltar à vida


Mamute (Mammuthus primigenius)
Quando um animal deixa de existir, não há mais volta. Sua linhagem estará extinta e a única maneira de lembrarmos da espécie é através de fotos ou em espécimes reconstituídos em museus. Porém, os avanços nas técnicas de clonagem e na biologia molecular podem mudar essa história e trazer de volta à vida animais que entraram em extinção.
O Revive & Restore Project (Projeto Reviver e Restaurar na tradução literal do inglês) está trabalhando em métodos e procedimentos para um novo campo da ciência que está sendo chamado de desextinção. O objetivo é trazer animais que viveram na Terra, mas, que de alguma forma, foram extintos. O primeiro passo é a obtenção do genoma completo da espécie através de amostras de DNA. O material genético pode ser conseguido com exemplares conservados em museus.
As espécies candidatas à desextinção foram escolhidas pelo Revive & Restore Project com base na resposta a três perguntas principais:
  • ·         A espécie é desejada? (É um ícone? Desempenhou um papel ecológico importante? Trazê-la de volta ajudará a responder importantes questões para a ciência?)
  • ·         Seria prático trazer a espécie? (Há quanto tempo se extinguiu? Existem parentes próximos vivendo hoje? Há amostras de tecido ou espécimes conservados para a extração de DNA?)
  • ·         A reintrodução no habitat natural poderia acontecer? (O habitat original está intacto ou pode ser restaurado? As causas da extinção são conhecidas e podem ser corrigidas? As habilidades para a sobrevivência no ambiente natural não precisam ser ensinadas pelos pais? A reintrodução seria viável para a espécie e para o ambiente?).
         Dodô (Raphus cucullatus)

O dodô era uma ave que existia nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico. Longe de predadores, o animal perdeu a habilidade de voar durante a evolução e explorava seu habitat a pé. Quando os primeiros navegantes chegaram às ilhas no fim do século 16, começaram a caçar as aves indefesas, que também eram alvo de animais domésticos como gatos e cachorros (o biguá-de-galápagos enfrenta os mesmos problemas hoje). Em 1662 o animal entrou em extinção. Como alguns espécimes foram coletados por exploradores europeus e estão em museus, podem fornecer tecido de para a extração de DNA.



domingo, 3 de novembro de 2013

Formiga que produz mel


Existe uma formiga do deserto que, da mesma forma que as abelhas, produz mel. Ela é chamada de “formiga­-pote-de-mel” Myrmecocystus sp. Essa formiga vive nos desertos africanos, e também na América do Norte e na Austrália. Nessas regiões são consideradas uma iguaria para os humanos habitantes.

Formigas obreiras, são consideradas especiais, pois existem algumas que usam o próprio abdômen como reserva de alimento pra todo o formigueiro. Ao que parece, depois das chuvas, as plantas do deserto, produzem uma quantidade excessiva de néctar, e as formigas-pote-de-­mel vivem como autênticos potes de mel, armazenando sem qualquer desperdício todo esse alimento, para sobreviverem nos tempos secos.
Quando retêm muito mel no abdômen, elas tendem a ficar com dificuldades de locomoção dentro do próprio ninho. Devido a essa dificuldade, elas ficam paradas, dependuradas no teto, durante grande parte de suas vidas. Até que, na escassez de alimento, uma outra formiga chegue perto delas e lhes tire o abdômen cheio de mel, para que este seja usado pelas outras formigas como alimento.Apesar de toda essa “carnificina”, as formigas que alimentam as outras formigas não morrem, pois, após o conteúdo ser consumido por completo, elas simplesmente voltam ao seu tamanho normal e estão prontas para mais uma etapa de colheita de néctar assim que possível.




sábado, 21 de setembro de 2013

Dia da Árvore: conheça a mais velha, a maior e o mais antigo fóssil

Até 2013, a mais velha árvore ainda viva do planeta era Methuselah (Matusalém), um pinheiro (Pinus longaeva) de 4.845 anos das White Mountains, na Califórnia. Contudo, neste ano um grupo de pesquisa anunciou a descoberta de uma planta de 5.062 anos, da mesma espécie e na mesma região. Mas ela não recebeu ainda um nome.
Já o Guinness Book considera a árvore que mais viveu registrada como sendo Prometheus - também da mesma espécie e região. O pinheiro teria 5,2 mil anos. Prometheus tinha 5,1 m de diâmetro e sua idade foi descoberta pela contagem dos anéis do tronco. Ele foi cortado em 1963, segundo o Guinness.
O fóssil mais velho de uma árvore já datado tem cerca de 385 milhões de anos. Cientistas descobriram diversas partes da planta no Estado de Nova York. Eles estimam que teria cerca de 9 m de altura e seria parecido com as palmeiras atuais. Os pesquisadores acreditam que o surgimento das primeiras florestas mudou drasticamente a cara do planeta, criaram novos microambientes e armazenaram enormes quantidades de carbono. "O surgimento de florestas removeu uma grande quantidade de dióxido de carbono da atmosfera. Isso fez com que as temperaturas caíssem e o planeta ficasse muito similar às condições atuais", diz Christopher Berry, da Universidade de Cardiff, em Gales, líder do estudo que descobriu o fóssil.
"As árvores precederam os dinossauros em 140 milhões de anos", diz Ed Landing, do Museu do Estado de Nova York, membro do estudo. "Não havia nada voando, nem répteis ou anfíbios."
As maiores árvores do mundo são as sequóias (Sequoia sempervirens), encontradas também na Califórnia. Elas podem chegar facilmente a 91 metros e, a mais alta conhecida, chamada de Hyperion, tem 115,7 metros. Os cientistas afirmam que as sequóias chegam a esse tamanho devido, parcialmente, às condições da região, com temperaturas amenas e muita chuva.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Proteína extraída de planta Tamboril pode agir contra vários tipos de câncer.


Cientistas brasileiros analisam uma proteína retirada da semente da árvore popularmente conhecida como Tamboril ou Orelha-de-macaco - (Enterolobium contortisiliquum) no tratamento de células cancerígenas. Em testes "in vitro", eles conseguiram a inibição da tripsina, enzima responsável pela proliferação anormal de células do organismo, eliminando, em alguns casos, totalmente a reprodução fora do controle destas células. Tem ação promissora contra pelo menos cinco tipos de câncer - gástrico, de próstata, melanoma (câncer de pele), colorretal e leucemia. "Ela bloqueou os processos que fazem com que o tumor cresça e que faça metástase, ou seja, que migre para fazer outras invasões", afirma a professora de bioquímica da Unifesp Maria Luiza Vilela Oliva, coordenadora das pesquisas Leia mais: