quarta-feira, 8 de março de 2017

Tecidos biológicos aplicados em robôs podem ajudar a medicina

A biotecnolgia já está chegando a um ponto onde é possível recriar em laboratório tecidos do corpo humano (e até órgãos mais complexos) para transplantes e outras funções. Tendo isso em mente, alguns cientistas já então pensando em usá-los em robôs. Calma, isso não significa que teremos por aí exterminadores como nos filmes de Arnold Schwarzenegger! Na verdade, a ideia é tornar esses órgãos mais bem adaptados aos humanos. Hoje em dia, quando se recria em laboratório tecidos que utilizam células humanas, eles devem ficar imóveis para se desenvolver e crescer adequadamente. Porém, humanoides em movimento poderiam ajudar a dar mais naturalidade a essas partes, como músculos, tendões e pele, por exemplo, de maneira que elas se acostumassem com os movimentos realizados pelas pessoas que os receberiam. É nisso que acreditam os estudiosos da Universidade de Oxford: tecidos criados artificialmente poderiam ser usados previamente por robôs, que simulariam os movimentos feitos pelos humanos, antes de serem transplantados para o paciente final. Assim, as partes já chegariam ao destino final prontas para serem usadas, devidamente adaptadas a um corpo, mesmo que não um humano. O modelo que está sendo testado para essa função chama-se Kenshiro, um robô humanoide desenvolvido pela Universidade de Tóquio. Segundo os cientistas, Kenshiro possui “estruturas, dimensões e mecânicas similares ao corpo humano”. Ele receberia os tecidos humanos desenvolvidos em laboratório e poderia adaptar seu corpo para que se aproximasse mais do formato, dimensões e até movimentos personalizados do paciente.
Isso também abre as portas para a criação dos primeiros humanoides bio-híbridos, que utilizariam tecidos orgânicos como revestimento de seus corpos e seriam capazes de regenerá-los por conta própria, usando as mesmas tecnologias que os cientistas usam para replicá-los com o objetivo de aplicá-los em seres humanos. Assustador? Pode até ser, mas ainda assim, é um ato que representa um grande passo na biotecnologia.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Cientistas descobrem lagarto que solta pele do corpo para escapar de predadores

Cientistas alemães descobriram uma espécie de lagarto que se livra completamente da pele para fugir dos predadores. O réptil, de nome científico Geckolepis megalepis, foi batizado de lagarto-escama-de-peixe. Ele vive em Madagascar e nas vizinhas ilhas Comores, na costa sudeste da África.
Muitos lagartos podem soltar a própria cauda quando atacados, mas a nova espécie tem escamas grandes que se desprendem com facilidade ainda maior. O lagarto é especialmente adaptado à descamação. Embora muitos outros lagartos possam se livrar da pele quando agarrados com firmeza, essa espécie faz isso diante do mais leve toque. Novas escamas crescem em algumas semanas sem deixar cicatrizes, enquanto outros lagartos demoram mais para regenerá-las.
Outra característica que impressionou os cientistas é o tamanho - considerado grande - das escamas do Geckolepis megalepis. A hipótese é de que escamas maiores se soltam mais facilmente porque ocupam superfície e área de atrito também maiores. "O que é realmente impressionante é que estas escamas, que são espessas e às vezes podem ser ósseas, exigem um grande gasto de energia na sua produção", disse o chefe da pesquisa Mark Scherz, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha. "Também impressiona a facilidade com que se soltam e regeneram rapidamente sem deixar cicatriz." A nova espécie foi observada no Parque Nacional do Tsingy, no norte de Madagascar, em atividade durante a noite, em temporadas de chuva e seca, em árvores e cavernas.

domingo, 27 de março de 2016

Pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, registraram esta imagem micrográfica de um embrião de aranha. A pequena parece estar se dando um abraço, uma fofura!

Pesquisadores estão realizando diversas pesquisas sobre as aranhas e registrando como elas se desenvolvem, desde a colocação do ovo e o desenvolvimento embrionário até o momento do nascimento do feto desenvolvido. Durante essas pesquisas várias fotos foram tiradas dos embriões em desenvolvimento e os pesquisadores revelaram algumas para a internet que se espantou com o formato de um embrião de aranha em fase final de desenvolvimento. A forma em que o embrião se encontra é algo curioso e intrigante, pois parece que ele está em uma forma de abraço próprio, como se estivesse já se preparando para sair.
Imagem: Göttingen University

domingo, 26 de julho de 2015

Fóssil de cobra com quatro patas

Fóssil de aproximadamente 120 milhões de anos e 20 centímetros de comprimento foi encontrado na Formação Crato, localizada na bacia do Araripe, no Ceará. Essa seria uma das mais antigas serpentes já encontradas, sugerindo que o grupo evoluiu a partir de ancestrais terrestres e não marinhos. Pelo tamanho e formato das patas, elas provavelmente não eram usadas para locomoção, mas para agarrar presas e até para apertar o par durante o acasalamento. O fóssil está em um museu alemão e acredita-se que é proveniente do nordeste Brasileiro. Ninguém sabe como ele foi parar na Europa, já que é ilegal exportar fósseis desde 1942. Ao analisar tanto as características genéticas quanto morfológicas da nova espécie em comparação com outras espécies de serpentes conhecidas, os pesquisadores deram pesos diferentes para cada fator em quatro análises separadas, e chegaram â conclusão de que a criatura de quatro patas era realmente um ancestral de cobras modernas. A nova espécie foi chamada de Tetrapodophis amplectus. O nome do gênero, em grego, significa "serpente de quatro patas." A parte da frente do fóssil, que parece estar completa e tem todos os ossos em suas posições originais, está enrolada, o que demonstra uma extrema flexibilidade dos membros, diz Nicholas Longrich, paleontólogo de vertebrados da Universidade de Bath, no Reino Unido e co-autor do estudo. Além dos membros minúsculos, o espécime tem um crânio do tamanho de uma unha humana, 160 vértebras da coluna vertebral, e 112 vértebras na cauda. Ela apresenta muitas características clássicas de cobra, como um focinho curto, longo crânio, corpo alongado e mandíbula flexível de engolir grandes presas. Ela também mantém a estrutura vértebras típica de cobras que permite a extrema flexibilidade necessária para contrair a presa.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Cápsula orgânica transforma pessoas falecidas em árvores

A ideia do “ciclo da vida” agrada muitas pessoas independentemente da fé. Em poucas palavras, é vida se transformando em vida — a morte fica em segundo plano. O projeto italiano The Capsula Mundi é uma representação perfeita desse conceito. Desenvolvido pelos designers Anna Citelli e Raoul Bretzel, o projeto consiste em uma cápsula orgânica e biodegradável que é capaz de transformar um corpo em decomposição em nutrientes para uma árvore. Primeiro, o corpo do falecido é colocado dentro da cápsula e então enterrado. Depois é plantado uma árvore ou uma semente por cima para aproveitar a matéria orgânica.

Cada cliente pode escolher sua árvore favorita

O projeto é ousado e mexe em tradições seculares, por isso ainda não foi colocado em prática. A Itália tem leis restritas sobre enterros. Eu achei a solução incrível. Transformar cemitérios em lugares cheios de árvores (vida) é uma excelente maneira de resgatar boas lembranças das pessoas que se foram. A minha seria um Jacarandá - Jacaranda mimosaefolia.

domingo, 7 de setembro de 2014

Duas novas bases nitrogenadas artificiais podem mudar o futuro da genética

De bactérias a elefantes, não importa o tamanho do organismo, toda vida como a conhecemos é codificada com base na informação genética do organismo, por meio dos pares de bases do DNA.
Porém, não mais. Agora, juntamente com os pares naturais de bases nitrogenadas, uma bactéria crescendo em um laboratório da Califórnia pode incorporar e copiar um terceiro par artificial. Por enquanto, as bases artificiais são chamadas de X e Y. 
O código genético recém-expandido abre a porta para os biólogos criarem micro-organismos capazes de construir proteínas por meio de até 172 aminoácidos diferentes, naturais e artificiais, uma benção potencial para desenvolvedores de drogas e outros materiais importantes.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Incrível mundo dos rins!


O sistema urinário é formado pelos rins e pelas vias urinárias. Os rins são dois órgãos com formato de feijão, estão posicionados acima da cintura.  Nos adultos os rins medem aproximadamente 12 cm. O sangue a ser filtrado ingressa no rim através da artéria renal. Uma vez eliminados os excretas, o sangue sai do rim e retorna à  circulação através da veia renal. Todo o sangue leva em média 5 minutos para ser filtrado, formando assim a urina.